voltar à homepage do site
separadorseparadorseparadorseparadorseparador
 

Início  |  Fimseparador< anterior - Pag.1 / 9 - próxima >separadorir para a pag. 


  • Década de 00
  • Rádio e Televisão de Portugal - o ciclo das grandes decisões
  • Pag1

A história da RTP, que chegava a 2002 cimentada por 45 anos de emissões regulares de serviço público – uma intenção de raiz algumas vezes não cumprida, pelo menos com o mérito que se desejaria –, ia começar a ser contada de outra forma e com outros propósitos a partir de 22 de Julho, data em que entra em funções um novo Conselho de Administração presidido por Almerindo Marques, preparado para enfrentar, com determinação, um desafio que se previa ser nada fácil: o de criar condições de funcionamento da RTP, só possíveis desde que reduzido o défice de exploração e resolvido o endividamento. O novo Conselho assumiu, publicamente, no decurso da sua primeira conferência de imprensa, que esses eram os alvos prioritários, a que outros se seguiriam desde que encontrado o terreno da estabilidade económica. Um trabalho que iria ser feito dentro de perspectiva sempre presente: a prestação do Serviço Público de Televisão por uma empresa liberta dos condicionalismos que a impedissem de alcançar esse objectivo.

A equipa de Almerindo Marques (economista) estava constituída por mais 4 Administradores, um deles, Ponce Leão (advogado), ocupando a Vice-Presidência; os restantes: Luís Marques (jornalista), Armando Costa e Silva (jurista) e Gonçalo Reis (gestor). A estrutura empresarial em que assentava a área de comunicação do Estado, a “holding” Portugal Global (cuja extinção começava a ser previsível), ficou sob a mesma Administração, mantendo-se, todavia, na da Lusa, Pedroso Marques, uma vez que esta agência de notícias não era objecto de reestruturação imediata.

A mudança que se acreditava ser possível estava agora nas mãos do Conselho de Administração da RTP que, sabia-se, já vinha estudando (pelo menos, desde a segunda semana de Maio), os dossiês mais “quentes”, trabalhando sobre eles as soluções aconselháveis e que teriam de ser adoptadas no imediato, face à progressiva degradação de pontos vitais da estação pública. Com a entrada em funções da equipa de Almerindo Marques havia pois boas razões para pensar que se aproximava do fim o período de enorme indefinição que agudizou a demissão do Primeiro-Ministro António Guterres e que foi até meses depois das eleições legislativas antecipadas, de 17 de Março que, como se sabe, levaram Durão Barroso ao Governo. Morais Sarmento, Ministro da Presidência, a quem foi atribuída a tutela da Comunicação Social – e que não tardara a aperceber-se da absoluta prioridade que tinha de conceder ao problema chamado RTP – foi mantendo com a equipa que constituíra para governar a estação de serviço público de TV, esquemas de trabalho muito solidários mas, também, muito respeitadores da acção (com muito de missão) que os Administradores tinham de desenvolver por várias áreas e de tal modo que o Governo pudesse vir a avaliar um quadro real – e isto em tempo que, na verdade, nem sequer era dilatado.

menu de artigos

Conselho de Administração da RTP: Ponce Leão, Luís Marques, Almerindo Marques, Costa e Silva e Gonçalo Reis (da esqª para a dtª)


diminuir letra aumentar letra Imprimir Enviar

< anterior | próxima >

Footer