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  • Agradecimentos

Esta versão digital é porta de entrada para o conhecimento da História de uma grande aventura começada há 50 anos – a de pensar, fazer e expandir Televisão, primeiro pelo espaço português, mais tarde pelo Mundo. Uma aventura que se tem os seus feitos também tem – e com ainda mais assumida importância – os seus heróis. Por meio século (com particularidade de se ter iniciado num e se prolongar por outro) se foram dando sucessivos cenários a um empreendimento colectivo que, desde logo, teve enorme repercussão na vida sócio-cultural do País. Estamos pois perante uma narrativa que aborda, com possível rigor cronológico, um longo ciclo de vida de uma empresa de Comunicação que se tem distinguido por uma matriz de serviço público cujo sentido não nos compete louvar mas antes, e só, reafirmar.

A RTP, a nossa Televisão, começou a construir-se a partir de coisas pequenas mas bem pensadas e não demorou muito emitia pelos primeiros braços da sua rede terrestre com a convicção inerente à época que por cá se vivia, mas sem deixar de pôr os olhos no que ia lá por fora, avançada que estava a contagem para a TV do futuro. Coincidente – curioso notá-lo – com as primeiras conquistas que o Homem conseguia no Espaço e que, como era inevitável que sucedesse, concordavam com os anos de brasa na descoberta, na experimentação, no constante evoluir de tecnologias de ponta que, também no domínio da Comunicação, se encarregavam de tornar obsoletos, com incrível rapidez, os equipamentos e os métodos de os rendibilizar. Estava-se pois na ponta final de 50 e era bom ver - melhor, só participar, mas isso era para os eleitos, os chamados “pioneiros” – como a RTP nascente ia batendo as suas dificuldades, incompreensões e insuficiências, internamente mais visíveis nos meios técnicos e nas áreas onde se desenvolviam as tarefas da produção. Com muita dedicação e alguma humildade, mulheres e homens confiaram-se a trilhos de aprendizagem e foram fazendo do seu novo trabalho a sua “escola” e, de tal modo, que mais depressa do que seria de esperar, lá estavam eles a gerir as tarefas do quotidiano televisivo, com à-vontade firmado, sobretudo, num espírito de camaradagem e entre-ajuda que, mesmo nas adversidades, se consolidava. Nada fáceis esses anos do arranque da RTP, mas o interesse – e, por certo, a condescendência – com que o público acolheu as primeiras emissões deu ânimo aos outros projectos e às novas realizações que foram fortalecendo um espaço privilegiado de comunicação pela imagem. Um espaço que se revelou, com efeito, relator dos acontecimentos nacionais e internacionais, bem como palco a que assomavam, com frequância, a cultura e o entretenimento.

Nesta versão digital - igualmente disponível “on-line” no sítio da RTP na Internet – se dá conta de um longo caminho de luzes e sons que já marcaram, pelo menos, duas gerações. É uma História que vem de longe e chega aos dias de hoje evidenciando uma enorme capacidade de se projectar no futuro. É a História, integral, dos 50 anos da RTP que assim fica disponível num suporte com muito maior capacidade informativa do que se encontra no Livro também editado para assinalar o mesmo acontecimento. O Autor dedicou idêntico empenho em ambos os trabalhos e espera que eles atinjam a finalidade que objectivamente os caracteriza: serem elementos de utilidade para o conhecimento e interpretação da História da RTP, pois que, chegada aos 50 anos, ela tem muito para contar. E não apenas pelo que foi mostrando num ecrã em contínua evolução – isto é: na sua vertente de espectáculo, sem que seja possível descartar os protagonistas – mas, também, na sua vida empresarial, corrente, quase sempre marcada por problemas económicos e da conjuntura política.

O Autor não se dispensa de desejar uma excelente “navegação” a quantos decidirem empreender esta “viagem”. Em muitos aspectos ela é fascinante. Verão que sim e oxalá o Autor tenha tido a capacidade de transmitir esse fascínio que vive nele, interiorizado por quase 40 anos de trabalho na RTP. Foi uma circunstância que, naturalmente, muito ajudou na produção deste trabalho que, não se afastando de uma visão pessoal, apenas compromete quem a escreveu. Finalmete, um gesto de amizade: quem partilhou com a RTP a parte mais importante da sua vida, não pode deixar de lembrar os que com ele fizeram caminho nos percursos vários, acidentados ou bonançosos, desta empolgante aventura que foi, é e será sempre, fazer Televisão.

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