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  • Década de 00
  • Rádio e Televisão de Portugal - o ciclo das grandes decisões
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Na ainda pequena história da Rádio e Televisão de Portugal, 2004 é também o ano em que, verdadeiramente, se consuma um arrojado plano de mudança, levado a termo depois de vencidos vários desafios – bem angustiantes, alguns deles – sendo que a luta contra o tempo não terá sido dos menores. Com efeito, consolidar e aprofundar um processo que começara por ter, no seu âmago, a absoluta necessidade de dar sobrevivência ao sector público do audiovisual português, bater-se por esse nada fácil desígnio e cumpri-lo, no essencial, em dois anos a reestruturar por onde foi preciso, era razão bastante para encorajar os novos desafios – e eles aí se perfilavam, porque há sempre outros e há sempre mais. A um deles se chegava na tarde de 31 de Março de 2004 e esse era obra concluída: a Rádio e Televisão de Portugal inaugurava a sua sede na Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa. Mas o importante é que as modernas e funcionais instalações também albergavam complexos tecnológicos avançados, da geração do digital, com que a RTP e a RDP estavam já a operar para os respectivos universos. Espaços adequados e integrados que igualmente acolhiam as áreas de gestão partilhadas pelos empresas do Grupo.

Um Conselho de Administração particularmente feliz, nessa tarde, recebeu à entrada do primeiro bloco de edifícios, Durão Barroso, Primeiro-Ministro, que ao descerrar a tradicional lápide, declarou oficialmente inaugurada a nova RTP/ RDP. Presente, também, o Ministro da Presidência, Morais Sarmento, com a sua quota parte de “responsabilidades” na recuperação da área para o que ela agora era – um “campo de media” de grande dimensão (35 000 m²) capaz, portanto, de vir a receber os estúdios que sairiam, finalmente, do Lumiar. Mas essa seria uma nova fase de trabalhos que – certo era – já estavam à porta e que, segundo previsões da altura, poderiam estar concluídos em finais de 2006. O Presidente Almerindo Marques, no momento em que, com os seus colegas da Administração, guiava Durão Barroso e convidados pelos caminhos do edifício, tinha toda a legitimidade para fazer uma pausa para pensar que estava a acabar de dar uma nova volta ao destino da RTP, após ter conseguido estancar as hemorragias financeiras e prever uma situação de equilíbrio para 2005. Agora, porém, era a casa nova e havia que começar por mostrar o espectacular estúdio de Informação, no subsolo do edifício. Flexível, versátil, acolhedor apesar dos seus 1 200 m² de área, dispõe de uma redacção para dezenas de jornalistas e tem a espantosa capacidade de poder acolher 23 programas diferentes de Informação. Um cenário global, dir-se-ia que espacial, um aceno de futuro,7provido de jogos de luz que se modificam em segundos; com um predomínio de materiais metalizados, acrílicos e fotográficos, com painéis de fundo movidos por computador; com a mesa dos pivôs a ter possibilidade de rodar 360 graus – um mundo, enfim, bem projectado para dar resposta a qualquer tipo de exigência, quer técnica, quer específica da Informação. No interior do estúdio implantaram-se duas régies que, se necessário, podem realizar dois programas em simultâneo. Sobre o estúdio, em galeria, estão outras redacções: Informação não-diária e canais internacionais, nomeadamente. O espectador que, nessa noite de 31 de Março, chegadas as 20 h., abriu o seu televisor para ver o Telejornal, teve, seguramente uma surpresa. Viu José Rodrigues dos Santos sentado à mesa do futuro a dar as notícias do presente. Viu espaços abertos e uma esteira de luzes. Apercebeu-se de que podia ter uma visualização total do estúdio. Viu tudo isso – e gostou do que viu.

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Durão Barroso e Almerindo Marques, descerrando a placa que assinala a inauguração das novas instalações. Com eles, o Ministro Morais Sarmento, também determinante na concretização da nova vida da RTP

Almerindo Marques dando conta das tarefas já cumpridas e, principalmente, dos mais próximos projectos

Durão Barroso - uma palavra de admiração pelo que via e a convicção de que a Televisão e a Rádio públicas estavam preparadas para ganhar a batalha do futuro

Um espectacular estúdio ao serviço da Informação televisiva

Equipamento a par com a mais avançada tecnologia

Um cenário idealizado para tornar possível as mais diversas mutações

Um mundo do presente com um piscar de olho ao futuro

Régie, ponte de comando de todas as acções, também ela servida por processos tecnológicos que uma Informação, dinâmica, não dispensa

Redacção de Informação


7 António Polainas, arquitecto e cenografista, foi o responsável pelo visual do estúdio. À jornalista Leonor Figueiredo (Diário de Notícias, edição de 30.3.2004) disse: “Que eu tenha conhecimento esta ocupação de estúdio nunca se fez em Televisão. Inovei o conceito, modelando o espaço para aliar as técnicas de cenografia de Ver maisTelevisão com as da Informação televisiva.” Voltar a fechar
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