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  • Década de 60
  • RTP aos 10 Anos
  • pag47

De concursos como “Operação Labirinto”, “A Volta na TV” e “Grande Poeta é o Povo” aproveitaram-se – e bem! – os concorrentes ganhadores. Nas variedades musicais, “Riso e Ritmo” prosseguiu carreira, apresentando, por norma, artistas nacionais. Era a época em que Nicolau Breyner também cantava e em que Marco Paulo muito começava a dar nas vistas e a ficar no ouvido. Foi, aliás, um dos concorrentes ao Festival RTP da Canção deste ano. Melo Pereira manteve a produção de “Melodias de Sempre” em bom nível, com a ajuda preciosa de um estudioso das canções passadas, o maestro Alves Coelho, Filho; e ainda se ocupou de muitos outros programas de variedades como um, de boa memória, na praça do Império, em Lisboa, e o “Show da Primavera” (organizado pela Casa do Pessoal da RTP), com transmissão em directo e no qual intervieram Domenico Modugno e Kathy Kirby. Quanto a teatro, verificou-se sensível decréscimo no tempo que lhe foi concedido em emissão: 57 h. 30 m. (no ano de 1966, 85 h. 30 m.) . Ainda assim representaram-se 71 peças que movimentaram 775 intérpretes e figurantes e que foram assinadas por 20 autores portugueses e 21 estrangeiros. Convém, no entanto, esclarecer que o folhetim “Gente Nova”, escrito por Francisco Mata especialmente para a RTP (produção de Paulo Renato e Alexandre Vieira, realização de Victor Manuel), só ele, teve 30 episódios.

E com este balanço, mais um, se encerra o ciclo dos primeiros 10 anos de vida da RTP que terão sempre que contar, mesmo por sobre o que se contou. Histórias e narrativas que começaram com uma geração de pioneiros (em via de extinção, por força de lei da natureza), que corporizou a gloriosa época do “directo”, que fez, sem rede, todo o tipo de trabalho que havia para fazer, numa comunhão de esforço, compreensão e amizade que sabe bem lembrar hoje, aqui. Depois é a videotape, uma etapa quase nova que começa, com outras e mais consolidadas aventuras adentro dos estúdios e na praça pública. A Televisão, mesmo a nossa, ainda pobrezinha, começa a sentir que não tem fronteiras. Chega-se e parte-se por meio de um poder tecnológico (e burocrático) chamado Eurovisão. Começamos a ter parceiros no Mundo. Recebemos (mais) e damos (menos), porém avançamos, felizes com a Televisão que temos e que sabemos fazer (e não poucas vezes fazemos bem), embora com a ajuda que nos dão as multinacionais dos filmes e das séries que, a passo lento mas determinado, avançam pela nossa programação. Vamos ver como lhes resistir sem os dispensar, como a convivência é possível (e até desejável) sempre que a produção interna é capaz de encontrar as soluções. Vamos ver, nos anos mais próximos.

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Domenico Modugno

"Gente Nova" - Laura Alves, Manuela Casola, Alma Flora e Clarisse Belo


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