Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização de acordo com a nossa Política de cookies.

25 de Abril A génese/embrião da denominada "Revolução dos Cravos" remonta a Março de 1961, data em que começam os primeiros motins no norte de Angola.

Ao longo dos 13 anos da Guerra Colonial houve baixas de cerca de dez mil mortos e vinte mil inválidos entre os soldados portugueses e mais de cem mil vítimas que viviam nas "Províncias Ultramarinas" portuguesas.

Assim, um grupo de militares planeia um golpe de estado, para derrubar o governo pela força. Criam o Movimento das Forças Armadas (MFA), liderado por Otelo Saraiva de Carvalho.

O dia 25 de abril de 1974 foi a data escolhida e a revolta estava em curso. (Continuar a ler)
25 de Abril Nos preparativos do golpe de estado, foram escolhidas duas músicas que serviriam de senha para o início da revolução do 25 de abril de 1974.

A música "E Depois do Adeus", transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa (EAL), às 22h55m do dia 24 de Abril de 1974, era a ordem para as tropas se prepararem e estarem a postos.

A música "Grândola, Vila Morena" de Zeca Afonso, transmitida pela Rádio Renascença, foi a 2ª senha, e dava ordem da saída dos quartéis.
Entrar na exposição
Arraste para navegar
Memórias do 25 de Abril

De madrugada os militares do MFA ocuparam vários alvos, entre os quais as estações de rádios (Rádio Clube Português; Rádio Renascença, Emissora Nacional e Emissores Associados de Lisboa) e também a televisão (Rádio Televisão Portuguesa).

Nas primeiras horas do dia 25 de Abril foi através da rádio que os portugueses foram informados do que estava acontecer.

(Continuar a ler)
Memórias do 25 de Abril

Salgueiro Maia, um dos "capitães de abril" que teve papel relevante na revolução, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém e rumou para Lisboa. Numa primeira fase tomou posições junto dos ministérios e, uma vez controlada a situação no Terreiro do Paço, dirigiu-se para o Largo do Carmo, cercando o quartel da GNR do Carmo, onde estava Marcelo Caetano, o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Informação e Turismo.

O General Spínola chega ao Largo do Carmo para discutir com Marcelo Caetano os procedimentos para a sua escolta desde o Quartel do Carmo até ao local onde será transportado para a Madeira. Marcelo Caetano sai do quartel do Carmo escoltado por Salgueiro Maia que o transporta no chaimite, tarefa dificultada pelo povo que não obedece ao abandono do local, dificultando a passagem do veículo blindado. 

Será Francisco Sousa Tavares, a pedido de Salgueiro Maia, que sobe a uma guarita da GNR e com um megafone pede à multidão que abandone a praça.

Depois do Golpe de Estado de 25 de abril de 1974 é constituído um órgão, constituído por militares, a Junta de Salvação Nacional (JSN) cujo objetivo era sustentar o governo do Estado Português.

A JSN esteve em exercício desde o comunicado do presidente António de Spínola, emitido às 01h30 do dia 26 de Abril de 1974, até à tomada de posse do Governo Provisório, ocorrida a 16 de Maio do mesmo ano.

A Junta de Salvação Nacional era composta por:

General António Sebastião Ribeiro de Spínola (Exército - presidente);

General Francisco da Costa Gomes (Exército);

Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército);

General Manuel Diogo Neto (Força Aérea - inicialmente ausente em Moçambique);

Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea);

Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo (Marinha);

Capitão-de-fragata António Alva Rosa Coutinho (Marinha).