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  • Década de 90
  • Entre a mudança e a reestruturação
  • pag8

Já corria o Verão, a produtora CCA satisfazia uma encomenda do CN 1, com a série “Queridas e Maduras”, onde funcionava (e mandava) um quarteto feminino de luxo: Lia Gama, Catarina Avelar, Amélia Videira e Luísa Barbosa. Estava-se na presença de uma réplica à série norte-americana “Sarihos com Elas”. Virgílio Castelo dirigia os actores e Eduardo Rodil realizava (“Nico d’Obra” dera-lhe traquejo no tratamento das chamadas “comédias de situação”). Formato que era também, o de “Tudo ao Molho e Fé em Deus”, da produtora MMM para o mesmo canal, uma sequência de bem humorados conflitos entre três homens e duas mulheres que, por terem sido vigarizados por um construtor, se vêem obrigados a partilhar um apartamento de 3 assolhadas. Eles eram: José Pedro Gomes, Igor Sampaio e Diogo Infante; elas: Alexandra Lencastre e Ana Bustorff. Realização de Nicolau Breyner, com gravações no Teatro Vasco Santana. Pela mesma altura chegavam à antena do CN 1 dois concursos: “Roleta Russa” – a que melhor se poderia chamar um jogo com conversa – apresentado por Alexandra Lencastre e Alexandra Leite; e “Despedida de Solteiro”, que tinha como anfitriões José Jorge Duarte (o “Lecas” da pequenada) e Rute Marques, então ainda uma cara pouco conhecida do pequeno ecrã, embora com carreira como modelo fotográfico. A partir da Feira Popular de Lisboa, Luís Pereira de Sousa (com uma assistente que dava nas vistas: Helena Napoleão) voltava ao convívio com os espectadores, e em directo, todas as tardes dos dias úteis, num programa ao gosto mais popular. Era o “Festa na Feira”, carrossel de música, entrevistas, passatempos, concursos... Entretanto, e por terras algarvias fazia-se, em conhecida maré de sucesso, “Jogos Sem Fronteiras”, na sua fase nacional, depois e antes da presença de equipas portuguesas no estrangeiro. Quinze anos depois os “Jogos” voltavam a Vilamoura, tendo agora a presença de 7 selecções de outros tantos países, que, como sempre, deram grande animação e colorido a um certame que tem o agrado de espectadores de mais de uma dezena de estações europeias de TV e que se entusiasmaram com as “façanhas” da equipa ganhadora – por sinal, a de Faro. Ao habitual apresentador, Eládio Clímaco, juntaram-se Anabela Mota Ribeiro (a companheira de Goucha no “Viva a Manhã”) e o ilusionista Luís de Matos. Uma cara bonita que, também ela, já tinha passado pelos “Jogos Sem Fronteiras”, Ana Paula Reis, estava de regresso ao CN 1, para apresentar “Amores Perfeitos”, um programa recreativo que atraia ao estúdio e ao auditório que o enchia, casais em tempo de celebrar bodas de prata e de ouro. Conversas – rodeadas, por vezes, de alguma emoção – muita evocação de vidas e, para complemento, aliás bem directo, algumas intervenções musicais que contaram com uma banda residente, dirigida pelo maestro Jorge Machado. Outro recreativo: “Roberto Leal”, uma produção de Fialho Gouveia para a produtora CCA, realização de António Carlos Rebesco. Ele aí estava, Roberto Leal, coração dividido entre Portugal e o Brasil, portador de alegria contagiante, castiço nos movimentos de cena e chamando, para homenagear, a melhor gente da sua área musical. Era o objectivo do programa, que se cumpria entre a conversa e a canção. Conversa era a razão de ser do programa “A Minha Vida Dava um Filme”, uma ideia de Isabel Wolmar que dava voz a pessoas que tinham boas histórias para contar. O diálogo era favorecido pela assistência em estúdio e até pelas interpretações de especialistas em várias áreas, quando era caso disso. A veterana apresentadora da RTP conduzia o programa, confessando-se feliz por regressar ao pequeno ecrã, quase 20 anos depois de o ter deixado. Francisco Moita Flores, experimentado na investigação criminal, guionista a afirmar-se nesse território difícil, bom comunicador, criou e orientou, por seu turno, um espaço de reportagem e debate, chamou-lhe “Marginalidades” e aí foi levantando problemas para discutidos confrontos com convidados. Geralmente problemas que, embora gravosos para a sociedade, pedem soluções adequadas e justas.

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"Queridas e Maduras" - Lia Gama, Luísa Barbosa, Catarina Avelar e Amélia Videira (da esqª para a dtª)

"Tudo ao Molho..." - Igor Sampaio, José Pedro Gomes, Alexandra Lencastre, Diogo Infante e Ana Bustorff (da esqª para a dtª)

"Roleta Russa" - as duas Alexandras: Leite e Lencastre

Roberto Leal

"A Minha Vida Dava um Filme" - Isabel Wolmar

"Marginalidades" - Francisco Moita Flores

Luís Filipe Costa, realizador da RTP, foi um dos entrevistados por Moita Flores no seu programa


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