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  • Década de 90
  • Entre a mudança e a reestruturação
  • pag5

Programa de entretenimento, saudável e descomplexado, fez Carlos Cruz no seu “Zona +”. Forte cariz popular em hora e meia de conversa, entrevistas, humor, variedades, música – muita música, que, para isso, lá estava a BandaZona, de cuja linha melódica era responsável um perito, Bernardo Moreira. Realização-TV de António Carlos Rebesco. Também gravado, com público, numa outra casa de espectáculos com tradições, o Politeama, era o programa a que Filipe La Féria deu o nome de“Cabaret” – por certo a mais aparatosa das produções da novel MMM, (de José Eduardo Moniz) para a RTP que, aliás, disponibilizava os meios técnicos. Ao longo dos 26 programas, recriaram-se ambientes de antigos cabarés de Lisboa, por onde foram passando os artistas convidados e as evocações da revista à portuguesa, do nosso cinema, do circo, das cegadas – tudo dentro daquela pompa e circunstância tão cara a La Féria. Realização-TV de Pedro Martins. Para a grelha do CN 1, a MMM contribuía, ainda com mais 3 programas, sendo um deles um magazine de moda, “86-60-86”, que viria a conquistar o interesse dos espectadores, não apenas pela temática, mas, também, pela atitude da apresentadora, Sofia Aparício, que ninguém diria que se estava a estrear. Realização de Gonçalo Mégre. Os 2 restantes trabalhos da MMM associaram a sua produção à NBP e parodiavam – de forma reconhecível – duas séries de TV, uma nacional, de estação concorrente, outra, estrangeira e que a RTP revelara entre nós, diga-se que com grande êxito. Eram “Desculpem Qualquer Coisinha...” e “A Mulher do Sr. Ministro”, estando Ana Bola envolvida nos dois programas como argumentista (embora, na primeira, dando sequência a uma ideia de Nicolau Breyner) e na direcção de actores que, aliás, muito valorizaram qualquer dos títulos. No “Desculpem...” estava uma impecável (e impagável) Ana Bustorff; em “A Mulher do Sr. Ministro”, Ana Bola era a própria, ele era Vítor de Sousa e havia, ainda, uma criada, que era Maria Rueff. Humor em fartas doses fluía de qualquer dos lados, sendo certo que as aventuras (e as muito mais desventuras) do ministro Rosa e de sua mulher, Lola, conseguiram para a RTP boas audiências.

Pelo CN 1 passou, também, “Frou-Frou” (com um subtítulo, ingloriamente, limitativo: “interdito aos homens”) e que era um “talk-show” que reunia a Alexandra Lencastre, no desempenho do seu papel de condutora-moderadora, mais 4 mulheres: Margarida Pinto Correia, Catarina Portas, Margarida Martins e Lúcia Lepecki. Dos estúdios do Porto, Manuel Luís Goucha (outro regresso à RTP) fazia “Viva a Manhã”,10 que ia de 2ª a 6ª feira numa linha de entretenimento descomplexado, onde a conversa e a música tinham lugar e certas rubricas de divulgação (fixas) ganharam espectadores fiéis. Ao lado de Goucha – que sempre teve queda para acarinhar novos talentos – estava um, Anabela Mota Ribeiro, que assim se estreava na RTP. Nos blocos da progamação infanto-juvenil que, aos fins-de-semana, continuavam a começar cedo, alongando-se por toda a manhã, surgiram algumas novidades, como as séries “Tim-Tim”, “Babar”, “Galinha à la Minuta” e “Chris Cross”. O “Club Disney”, voltou à antena, enquanto nela se consolidava o Telejornal dos mais novos, “Caderno Diário”, com o jovem apresentador Pedro Mourinho; e, dos estúdios do Porto, Manuel Cardoso (que se tornara conhecido na série para gente crescida, “Os Andrades”) falava, agora, para as crianças, de 2ª a 6ª feira, numa rubrica curtinha, apropriadamente chamada “Conversas do Manél”. Notável era a forma como “Rua Sésamo” se rejuvenescia, quer nos temas, quer no jeito de os tratar e sempre com a deteminante presença de quem animava as histórias, uns e outras bem divertidos no caminho para o toque pedagógico final. Uma quarta série do programa (90 novos episódios) continuou programada para as tardes da TV2, com repetição nas manhãs do CN 1. A bonecada, tão do agrado da gente miúda, aprendia agora a conviver com novos companheiros-humanos, protagonizados por Rita Loureiro, Ricardo Monteiro e Ana Luís. A produção continuava a ser de Manuel Petróneo e a coordenação pedagógica de Maria Emília Brederode dos Santos; João Aguiar assinava o guião e a selecção musical estava confiada a Ramon Galarza; a realização-TV era de José Poiares e Fernanda Cabral.

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"Zona +" - um novo programa de Carlos Cruz

Sofia Aparício ("86-60-86") - a beleza entre ruínas

"Desculpem Qualquer Coisinha" - Ana Bustorff

Ana Bola - ela era "Lola", a mulher do Ministro Rocha

Vítor de Sousa e Ana Bola - "ministro"... mas pouco

"Frou-Frou" com Catarina Portas

"Caderno Diário" - Pedro Mourinho

"Os Andrades" - humor em família


10 “Este é o horário e o figurino que me permite ser mais informal, mais descontraído, mais ‘eu’. Sobra uma recordação boa dos 9 meses que trabalhei no ‘Bom Dia’. Por outro lado foi a RTP-Porto que me descobriu para outros programas que não os culinários. Se tiver de me Ver maisassumir como o produto de alguma coisa, é da RTP-Porto e isso une-me especialmente a esta casa.” (Manuel Luís Goucha a Carla Afonso, TV Guia nº882, 5 a 11.11.1994). Voltar a fechar

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