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  • Década de 60
  • RTP aos 10 Anos
  • pag31

Mas facto importante do ano, talvez mesmo o mais importante, fora, com efeito a introdução na RTP dos primeiros equipamentos de gravação magnética – a videotape. Assim se ampliaram, notoriamente, as possibilidades de uma melhor, mais frequente e variada produção de programas, em especial os dramáticos e os musicais. Ao mesmo tempo, era o fim de uma época que, sob o signo do “directo” e por ele inteiramente dominada, fora sobremaneira galvanizante e motivadora. Com o registo magnético, a qualidade do produto gravado melhorou de tal modo (em relação à anterior tecnologia do “telerecording”, a que já nos referimos) que difícil se tornou distingui-lo dos programas feitos em directo. Mas se a videotape tornou possível uma utilização mais intensiva e racional das facilidades existentes – e é indiscutível que sim – não é menos verdade que a generalização da produção diferida – quer dizer: a produzida antecipadamente – veio introduzir um elemento de relaxamento nas práticas da produção e da realização. Os tempos de ocupação de meios materiais e humanos, por unidade de tempo de emissão, subiram em flecha e a própria qualidade artística diminuiu. Houve, com efeito, uma espécie de acomodação às virtualidades da videotape, pelo que as práticas operacionais se complicaram, uma vez que as possibilidades de repetir gravações levavam a novas captações de imagem em busca de uma perfeição nem sempre atingida. Foi uma fase de “deslumbramento”, geradora de alguns conflitos em áreas ciosas com as de criatividade ou as de gestão de recursos e meios. Porém, ao fim de algum tempo, a situação começou a estabilizar, porque se foi percebendo porque é que nem todos os programas podiam ser gravados; já se ia tendo noção da rendibilidade do equipamento “Ampex” de que se dispunha; e de como era sempre incrivelmente exíguo o estoque de bobines necessárias para o alimentar. Num ponto, houve sempre acordo:os artistas (principalmente eles, com compromissos assumidos com os teatros ou espectáculos, um pouco por todo o País) respondiam agora melhor às solicitações da RTP, que com eles tinha outras possibilidades de conciliar horários. De tal modo, que o mapa das gravações começou a ser quase tão importante como o das emissões.

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O primeiro equipamento de videotape nos Estúdios do Lumiar


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