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  • Década de 60
  • RTP aos 10 Anos
  • pag27

Mesmo na programação infantil e juvenil, o que terá sido mais determinante para a melhoria das formas e dos conteúdos – que se deu, com efeito – foi a acção de uma boa equipa de produção e de apresentadores com carisma, como Lídia Franco, a revelar-se, mais tarde, como actriz, após passagem pelo bailado. Em 1963, os “juvenis” têm também a marca de Yvette Centeno, que traz para a escrita televisiva a poesia do seu quotidiano e revela uma declamadora e apresentadora com algum talento, já mais no ano seguinte quando se torna presença regular nas rubricas femininas. Falamos de Maria João Avillez. Outra figura que ganha fascínio aos olhos dos seus pequenos admiradores é Maria João, cuja carreira na RTP ficou pautada por muitos êxitos; e, já agora, também a de Paulo Magalhães Ramalho (que, a certa altura, formou equipa com Maria João Avillez e João Lobo Antunes), não se dispensava, porque tinha um especial dom para a crónica humorística e para as figuras animadas: Pica-Pau, Zé Calhamaço, Quim Pincelada, D. Raimundo, Sebastião e Dói-Dói (criações da pintora miniaturista, Lena Perestrelo), que, aos domingos, faziam as delícias das crianças. Um talento tão multifacetado, levou a que Paulo Ramalho fosse, para muitos, a grande revelação do ano.34 Mas um outro jovem, de nome Júlio Isidro, não se batendo embora por este ceptro, deu muito nas vistas e adivinhem lá a fazer o quê? Modelos de aviões, que voavam e tudo, pois então. Um programa de aeromodelismo, intitulado “Mãos à Obra”, que iria largar o Júlio para outros voos e outros espaços.35 Enquanto que, no estrito limite do tabuleiro, Joaquim Durão, um “mestre” de xadrez, estudava tácticas de movimentação e deixava a pensar nelas os mais fiéis espectadores do “Clube Juvenil”.

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Equipa maravilha da programação juvenil dos anos 60: Maria da Conceição Cabral dá a direita aos futuros doutores João Lobo Antunes e Paulo Ramalho. À direita, Júlio Isidro

Júlio Isidro e a sua ambição de voar


34 No entanto, não recebeu qualquer dos prémios de TV que, por iniciativa do semanário Rádio e Televisão foram atribuídos nesse ano. Os prémios “da Crítica” foram para: Gomes Ferreira (locutor); “Conversas sobre Teatro”, de António Pedro (programa cultural); Rui de Carvalho e Eunice Muñoz (actores de teleteatro); João Maria Ver maisTudela e Maria Clara (cançonetistas); Herlânder Peyroteo (realizador); Augusto Cabrita (reportagem filmada, “Macau”); e Albano da Mata Dinis (sonoplasta). Os prémios “da Popularidade” foram para: Henrique Mendes (locutor); Maria João (locutora); Rui de Carvalho (actor de teatro-TV); Eunice Muñoz (actriz de teatro-TV); dr. Ramiro da Fonseca (figura da TV); Nuno Fradique (realizador); “Melodias de Sempre” (programa); e “Casa de Pais” (teleteatro, de Francisco Ventura). Por outro lado, os “Prémios Imprensa - 1963”, no que se refere a Televisão, foram atribuídos ao engº Sousa Veloso (autoria do programa “TV Rural”) e aos locutores Isabel Wolmar e Henrique Mendes (este já vencedor no ano anterior). Voltar a fechar

35 Há uma recordação que vive no cerne da carreira de Júlio Isidro. E a que ele – estamos certos – sempre volta: “Coberto de borbulhas, o meu rosto apareceu pela primeira vez na TV (16.1.1960) a apresentar um programa juvenil (...) O meu primo, que era muito rico, emprestou-me Ver maisum ‘blazer’ azul, para eu ficar melhor. Tinha 14 anos.”  - TV, Semanário da Rádio Televisão Portuguesa, 11.3.1994. Voltar a fechar

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