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  • Década de 60
  • Do 2º Programa à Lua e ao "Zip-Zip"
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E com o 2º Programa, o que se passava, entretanto? Passava-se que, a partir da entrada em vigor do mapa-tipo da programação de Inverno 1970/71, a sua emissão começou a abrir às 20.30 h., pelo que ganhou mais uma hora. Reflexos em 71, com o tempo total “no ar” a ultrapassar, de novo, as mil horas. A situar-se, precisamente, nas 1 233 h. Quanto à programação “é um aspecto que terá de ser completamente revisto, mas isso só será possível quando for encarado o problema da publicidade. Mesmo assim, o 2º canal está a custar à RTP, só em matéria de programação, 5 mil contos por ano, excluindo, portanto, os encargos com a parte técnica. Logo, a pensar-se em programação independente no 2º canal, o seu custeamento terá de pertencer, pelo menos em parte, à publicidade”, declarou Ramiro Valadão ao Diário Popular.48 O problema da publicidade ficou resolvido no segundo mês de 1971, e de modo que não surpreendeu – a Movierecord Portuguesa veio juntar à concessão dos espaços do 1º Programa os do 2º, isto apesar de ter sido aberto um concurso e a ele ter concorrido uma outra empresa. Logo depois, em Abril, arrancaram os emissores de UHF da Lousã (para servir o centro do País) e do Muro (ao serviço da região do Alto Minho), pelo que se alargou substancialmente, a área territorial interferida pelo 2º Programa. Foi também nesse ano de 71 que a cobertura do País pelo 1º Programa recebeu importante impulso, consequência de maior empenho governamental. Assim, entraram em funcionamento os retransmissores de Albufeira e de Guimarães e remodelou-se o retransmissor de S. Domingos, com elevação da respectiva potência irradiada. A melhoria das condições da rede de VHF (1º Programa) foi ainda estendida às regiões servidas pelas instalações da RTP, em Bornes, Marofa e Fóia, convertidas de retransmissoras em emissoras. Na rede de feixes hertzianos completaram-se alguns importantes trabalhos para permitir o transporte de sinal a coberto de interferências estranhas. E enquanto isto, aumentava o número de licenças por utilização de receptores de TV. E de modo bem significativo, tanto assim que no final de 1971, era mesmo o mais elevado de sempre: 476 961 aparelhos registados, contra 388 776 no fim do ano anterior.49 Pensou-se, então, e talvez com razão, que para se ter chegado a número tão alto contribuíra grandemente uma campanha de esclarecimento dos espectadores sobre as disposições legais respeitantes à taxa de Televisão.

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Antena do Centro Emissor de Montejunto já apta a transmitir o 2º Programa


48 Edição de 5.5.1970, entrevista de Dinis de Abreu.

49 Apenas por curiosidade: na mesma altura, em 132 países do Mundo, havia 255 milhões de aparelhos de TV.

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